Hoje me bateu uma saudade... daquelas que a gente não consegue evitar, e também não consegue matar... não, não estou com saudade de um tempo que passou, de alguém que eu já fui... minha saudade é mais real, mais palpável... saudade de uma das pessoas mais importantes da minha vida... saudade de um colo, de um abraço e de uma conversa que eu só poderia ter com essa pessoa... saudade da comida, saudade da risada, saudade da cor dos olhos...
eeeeetcha bichinho triste esse da saudade! ataca quando a gente menos espera e nos derruba... trazendo memórias que não podemos recuperar...
aí, pensando nessa pessoa, lembrei de uma música do Teatro Mágico que é perfeita (como todas as outras...).
Já aproveito pra fazer uma propaganda: Show dessa banda (é assim que posso chamá-los? seria um show? um espetáculo? ou algo tão ímpar e próprio que não pode ser definido através de uma palavra??) maravilhooooosa no dia 11/12 no Opinião, por míseros R$ 24!! Sério, não percam! é MUITO bom!!
Segue a letra dessa música que me lembrei ao pensar na minha Estrela Dalva...
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"O dia mente a cor da noite E o diamante a cor dos olhos Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado Aqui do outro eu consigo me orientar A cena repete a cena se inverte Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história Tua verdade fazendo escola E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim Agora é assim De um lado a poesia, o verbo, a saudade Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim E o fim é belo incerto... depende de como você vê O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar Vou me lembrar de você Só enquanto eu respirar
O Teatro Mágico
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Só enquanto eu respirar...e quando isso já não for mais possível, sei que nos encontraremos em algum lugar distante...
- Cara, eu nasci na época errada... - Por que tu diz isso? Ta certo que a música era muuuuuito melhor em outras épocas...mas eu curto a liberdade e as facilidades que temos hoje em dia... - Não, é que, olhando pro passado...eu vejo como os jovens eram mais revolucionários, mais empolgados...e aqui estamos nós: sentados numa mesa de bar, tomando cerveja e engordando...enquanto isso o mundo ta acontecendo, cara! - Aaaah, isso é verdade! Alguém tem que mudar esse mundo! Não ta legal...essa corrupção toda, a guerra no Iraque....e pior que nem faz tanto tempo assim que os jovens lutavam, né? A ditadura ta aí no nosso quintal! E lá estavam os jovens, lutando, enfrentando...Caminhando e cantando, e seguindo a canção... - E tem tanta gente morrendo lá fora...pô! Será que um protesto mundial não resolvia? E essas empresas que estão destruindo o meio-ambiente? Tenho certeza que, com um pouco de pressão, a gente consegue salvar o planeta! - Pior...a gente podia fazer que nem o Gandhi...uma revolução de paz! Protestar, reclamar...mas ser exemplo de paz! Mas...como vamos tornar isso global? - Não é, cara! A revolução só precisa começar em algum lugar...a gente só precisa reunir umas pessoas que também estejam afim de mudar o futuro e começar a trocar idéias! Aí, com o tempo, mais pessoas vão aderindo...até que, aos poucos, isso toma uma proporção maior, o suficiente pra ter valor! Mas tem que começar de alguém! - Então vamo lá! A gente também pode fazer a revolução! Chega de comodismo! Chega de preguiça! Ta na hora de mostrar pra nossa geração que podemos deixar as coisas como queremos! - Vamos sim! Já vou ligar prum pessoal que eu conheço que tem umas idéias parecidas! - Ta cara, te acalma...o mundo não vai sair do lugar...espera acabar a cerveja...mais tarde a gente faz alguma coisa...
O balcão estava cheio de copos vazios virados, e coberto por uma mistura líquida de tantas bebidas que tinham sido derramadas por ali. O cheiro de álcool envolvia a aura do lugar, e emaranhava-se com o fedor dos cigarros e dos charutos. As paredes eram pretas, cheias de quadros escuros e com fotos de artistas de rock, e em um canto, perto das imensas prateleiras amarelas com bebidas de marca, havia um relógio: quadrado, cor de chumbo e com números grandes (para facilitar a leitura no ambiente escuro e enfumaçado). Os ponteiros brancos indicavam o tênue momento que difere a noite da manhã, e o segundeiro parecia arrastar-se naquele movimento circular.
Ao lado do bar, estava o palco, que a essa hora parecia ter sido arrasado por um furacão. A bateria, já sem os pratos e o pedal, tinha algumas de suas peles furadas, e os tambores estavam todos desalinhados. O tapete era quase camuflado, de tantas manchas que tinha, sem contar nos repertórios esquecidos, os cabos, soltos e umas palhetas perdidas. No fundo do palco, os amplificadores pareciam colossos, intactos e com sua grade brilhosa, alheios à quase-guerra que acontecera ao resto do palco. Em um canto estava ela, ou melhor, o que sobrara dela: o corpo meio deformado e arranhado de uma Fender, com uma escala branca, mas que fora quebrada ao meio, e pendia para o lado, presa ao resto daquela carcaça apenas pelas cordas. Era uma guitarra bonita quando ainda estava inteira: um corpo vermelho-sangue, um espelho (parte onde ficam os botões e os captadores) branco, com o braço e a mão seguindo o tom do corpo. Os trastes eram destacados com madrepérola e suas separações prateadas brilhavam ao receber a luz dos holofotes que iluminavam o palco.
O som mecânico embalava a cena de fim-de-mundo com um blues antigo, que tinha um ritmo embolado, uma sensação triste de tarde nublada; o cantor expressava toda a agonia da sua vida de negro desempregado do Mississipi em 1950, e todo o salão era contagiado por aquela atmosfera de bairro pobre e negro, discriminado pela sociedade americana da época, e quase era possível ver o cantor sentado no bar, chorando seus problemas para o bartender.
Um homem com aparência cansada, de olhos opacos, cabelos brancos e mãos trêmulas, arrastava um pano ensebado no balcão, enquanto um outro homem, mais jovem, mas que tinha a mesma alma rasgada do velho do bar, passava uma vassoura no chão. Ao lado da pilha de copos vazios no balcão, sentado em um dos bancos altos de resina preta, estava um rapaz. Ele usava uma camisa preta, colete de cetim, calças de alfaiate e um sapato de verniz. Na cabeça, uma cartola tapava seus cabelos negros, compridos na altura do queixo, e que caíam sobre o seu rosto. Os olhos transpareciam melancolia, e seu cheiro era de perfume francês, que parecia ser a única coisa a quebrar o fedor que consumia o lugar. Ele tinha uma pele branca, e lábios grandes, que tinham o gosto amargo do conhaque. No bolso do colete, uma foto quase caindo, com o rosto de uma mulher. A luz e a essência que saíam do sorriso dela contrastavam com o ambiente triste e denso, e a energia dela era tão forte que emergia da foto, aumentando os batimentos cardíacos dele. No pescoço do rapaz, um medalhão dourado, em forma de coração e completamente esculpido à mão, que pendia preso a uma corrente de aço, feita de finas tiras trançadas.
As mãos eram pequenas e lisas, o que dizia que ele devia ter por volta de vinte anos, apesar do resto de sua aparência ser de uns quarenta amargos anos. Todos os seus dedos carregavam anéis prateados, decorados e lisos, que deixavam seu visual mais carregado e forte, fazendo par com as quatro argolas que usava em sua orelha esquerda. No banco ao lado dele, estava um livro de capa de couro preto, amarrado por uma fita de cetim vermelho-escuro e com as letras impressas em dourado: Sangue e Ouro – Anne Rice. Sobre o livro, uma bilhete meio amassado, escrito com letras femininas, onde se podia ler “desculpe-me, adeus”; e uma rosa vermelha já murchando.
Mariana Gil
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Qualquer coincidência, é mera semelhança... ;)
(antes que venham comentários dizendo que eu errei o ditado, é INTENCIONAL! xP)
Ela sabia que precisava fazer algo diferente, mudar qualquer coisa que fosse, antes que aquela atmosfera a engolisse. Eram todas aquelas lembranças, todos aqueles momentos que passavam sem parar por sua cabeça, como num filme antigo... Era preciso tomar uma atitude, mostrar que sabia viver por si só ainda, mostrar para si mesma como era forte e decidida! Estava na hora de fazer aquelas coisas que gostaria de fazer, precisava enfrentar a falta daquela mão segurando a sua, daquele olhar de "estou aqui pra cuidar de ti", e daquela companhia nos momentos difíceis e nos momentos bons... Então ela caminhou em direção àquele lugar que há tanto já conhecia, mas que nunca ousara entrar sozinha...ao ver a conhecida escadaria, seu estômago foi parar no pé e sentiu vontade de recuar, de admitir que era fraca, covarde...mas era tarde demais para isso agora, e ela sabia que precisava entrar lá e fazer o que tinha prometido para si mesma, caso contrário, passaria o resto da vida lamentando. Entrou, a velha maquininha do primeiro andar estava ligada, com seu barulhinho tão semelhante ao da broca de dentista, mas tão mais relaxante...os velhos rostos sorriram pra ela, e o velho amigo já veio cumprimentar e perguntar o que ela fazia lá naquele dia, se não tinham marcado nada. Ela só respondeu "meu negócio é no andar de cima hoje!" e riu pra ele. Ele daria um capítulo a parte em um livro...tão diferente do meio em que vivia, tão sereno, tranquilo...ele transmitia a ela uma confiança que não sabia descrever, que só ele conseguia...em em meio a um aparente caos, ele parecia controlado e resoluto...ele parecia tão deslocado, mas tão perfeito em sua maneira de estar ali... Foi então que o outro chegou...aquele que ela já não visitava a tanto tempo, aquele que conhecera sua fraqueza infantil, seu medo e ao mesmo tempo sua determinação. Ele disse 'o que tu pretende', e ela explicou direitinho o que viera fazer ali (sem dizer, é claro, o motivo implícito e simbólico daquela ação) e então os dois subiram. No momento em que ele fechou a porta, ela sentou-se na cadeira de alumínio gelado e começou a obsrvar a sua volta: uma maca preta, que contrastava com a brancura impecável de todo o resto, uma mesa, repleta de instrumentos que ela achava interessantíssimos, um espelho de tamanho médio e moldura branca, e todas aquelas paredes apertadas, brancas e sem nenhuma janela. Ele sentou-se em sua frente e começou a explicar como ela deveria agir depois de sair dali. Palavras duras, difíceis; palavras amedrontadoras, que a faziam querer recuar cada vez mais. Mas então ela encontrou os seus olhos, seus pequenos olhos orientais...e ela viu toda a paz e a calma de sua alma, ali à sua frente, quase como uma coisa que se pudesse apanhar e ter para si. E de repente ela tinha para si, ela estava em paz também, e nenhuma das coisas que ele parecia estar dizendo preocupavam-na agora, e ela sabia que estava pronta! Ela sabia que aquele seria o momento em que provaria para si mesma como era capaz de fi car sozinha! Então ela disse 'tudo bem, vá em frente'...e de um segundo para o outro, sua alma parecia cheia de orgulho e de auto-realização. Ela conseguira! Saiu porta afora com o maior sorriso do mundo e pensando 'qual será meu próximo passo?' ;)
O triste é quando bate aquela saudade...quando dá uma vontade de ficar junto, de abraçar, de beijar...e saber que não pode, que não dá... O triste é amar alguém incondicionalmente e ter que ver a pessoa ir embora...mais triste ainda é saber que não há nada que se possa fazer... O triste é não esquecer, é levar pra sempre a vontade de ter aquela pessoa perto...e remoer para o resto da vida que deveria ter estado perto quando teve a oportunidade... O triste é viver sozinho, por saudade, por amor...e mais triste ainda é saber que a pessoa é insubstituível... E lá vou eu, seguir a trilha da minha vida sem você, sem teu sorriso, sem teus olhos, sem teu carinho...quem sabe um dia possamos nos reencontrar...e nesse momento eu seria a pessoa mais feliz do universo! mas não sei se acredito nisso... A saudade aperta assim de repente, e me dói o peito só de pensar na tua ausência! Deveria ter-te dito isso mais vezes quando tive a oportunidade (mesmo tendo dito várias vezes, nunca é o suficiente): EU TE AMO! E vou amar pro resto da minha vida! =~~
Deixamos o tempo nos levar, arrastar para longe nossos planos, nossos ideais...vamos vivendo meio que sem percebê-lo passando, sem dar-se conta do que está ficando pra trás, no caminho...quando acordamos daquela espécie de sonho, tentamos recuperar o que está perdido, mas já não há tempo para isso! o tempo continua correndo, e se não agarrarmos o que está à nossa volta, perderemos tudo de novo! Já diria Cazuza: "o temop não pára e a gente ainda passa correndo...eu fiquei aqui, tentando agarrar o que eu puder". Eu quase perdi meu melhor amigo assim, sem me dar conta...fui deixando o tempo passar, os compromissos tomarem conta de mim, e fui negligenciando toda aquela atenção dada por ele, todo o carinho que emanava daquele ser...e ele foi magoando-se, distanciando-se...e quase perco-o de vista! Não quero perder nada, não quero perder ninguém! Quero aqueles que eu amo a todo instante, quero passar pela vida, e não deixar ela passar por mim! Quero cada instante, cada aventura, cada estrada e cada novidade! Quero tudo e não quero deixar nada! "O que a gente leva da vida é a vida que a gente levou", e eu quero levar a minha vida com aqueles que eu amo! PRA SEMPRE!
E então lá estava o mundo, aos seus pés, dizendo "faça de mim o que quiseres". E ela ia, trilhando todas as rotas que encontrava pelo seu caminho, explorando cada jardim, cada casa, cada família, cada formiga e cada mosquinha...e de repente tudo estendia-se a sua frente, com todo um universo de possibilidades e aventuras. ela só precisava escolher para onde ir que tudo parecia abrir caminho. Mas ela não queria os caminhos fáceis, os caminhos simples, porque eram tão sem graça, tão previsíveis! Ela queria frio na barriga, imprevisibilidade, inconstância...ela buscava os maiores desafios, para ter os melhores prêmios no final...
Eu odeio o seu jeito de falar comigo . E o jeito que você corta o seu cabelo Eu odeio o jeito que você dirige meu carro. Eu odeio quando você fica a me olhar
Eu odeio suas grandes botas de combate E o jeito que você lê minha mente. Eu te odeio tanto que isso me abate, E até me leva a rimar.
Eu odeio por ter sempre razão. Eu odeio quando você mente. Eu odeio quando você me faz rir, E mais ainda quando me faz chorar.
Eu odeio quando você não está por perto E o fato de você não me ligar. Mas o que eu mais odeio é o modo como não te odeio, Nem um pouco, nem por um segundo, nem nada.
Pode acreditar, eu já sei ler no teu olhar! Nos menores detalhes e por trás de todo o teu disfarce, encontro tuas fraquezas, teus desejos e tuas fantasias. E assim, meio sem querer, descobri-me em você; descobri amor em teus olhos profundos e desejo em tua respiração. E assim, sempre te odiando, comecei a te querer...e já não passo mais um dia sem que meu corpo peça pelo teu, sem que meus lábios digam o teu nome e sem que meu pensamento não caia em ti. E és meu, e estás aqui. E quero que pra sempre possa estar. No meu coração já tenho profundas marcas tuas, mas insisto em calejar-me, pela vontade de te ter. E assim, sempre te odiando, estou a amar você.
(escrito livremente, então não me venham falar em erros de concordância! ¬¬ ele fica mais bonitinho assim! =P~~)
E então de repente, parecia que os dias não faziam mais sentido, o sol já não mais brilhava tão forte, e nem a chuva parecia-lhe tão barulhenta... o canto dos pássaros soava tão triste, e as flores desbotadas... e ela sabia que o mundo estava assim porque ela estava triste. o mundo sentia toda a sua dor, sua confusão, e refletia isso em suas cores e vibrações... ela lembrava do cheiro daquele menino dos olhos apertados, pensava em todos os momentos ao lado dele...e sentia saudade, muita saudade...era como se o mundo não se atrevesse a girar agora que ele não estava mais ali, como se tudo conspirasse para que ela se sentisse ainda mais triste e sozinha... e ela pensava no quanto gostava daquele menino...do quão diferentes eram, do quanto brigavam, do quanto discordavam...e pensava em todos os sacrifícios que teria que fazer caso quisesse estar ao lado dele novamente...e simplesmente não conseguia pensar em mais nada! e a confusão tomava conta dela e tudo parecia um grande jogo de xadrez, onde cada movimento precisa ser pensado e calculado...mas o mundo não fazia sentido sem ele, disso ela tinha certeza... era ali que morava a sua segurança...e todo o amor que existisse do mundo estava ali...
o problema é que nem sempre o moranguinho tá vermelhinho, docinho e saboroso como a gente espera...se a gente não cuida, não dá valor e não aproveita ele logo, ele pode ficar murcho, azedo e escuro...mas não é porque nosso moranguinho estragou que vamos passar o resto da vida chorando e querendo morrer. sempre existe uma saída para os problemas! com os moranguinhos podres sempre podemos fazer uma mistura e usar de adubo para alimentar o nosso morangueiro, para que ele dê morangos cada vez mais vermelhos e gostosos!
lá estava o que eu tanto buscava: o brilho de uma nova perspectiva! a possibilidade de sentir o vento bater nos cabelos de uma maneira que não sentira ainda, enxergar cores de uma paleta que ainda não havia percebido, o cheiro da grama molhada, das flores...era como se planasse por sobre todo o parque nas asas das caturritas que via sobre minha cabeça! e o que me levava até o céu eram as doces palavras daquele que parecia compreender minha alma, conhecer cada gesto meu e cada palavra que eu gostaria de ouvir. e eu me perdia nas palavras daquele que, para mim, era um poeta, e sentia suas palavras tocando o meu coração como os acordes de uma canção que me faziam suspirar. logo já estava dançando no ritmo daquelas doces palavras e flutuando entre as nuvens. eu sentia quase como se, por um instante ao menos, eu pudesse tocar o céu! lá estava o universo todo ao alcance das minhas mãos, eu só precisava daquele olhar para dizer "você consegue"! e então tudo tornava se possível, eu tornava-me sublime, etérea! e sentia que era naquele momento que morava a imortalidade, a ausência do tempo! e então olhei dentro de sua alma e compartilhei com ele meu universo e minha permanência. ele só acenou-me com a cabeça, como que dizendo "sim, é isso mesmo!" e abraçou-me forte. e então subimos ao céu, tocamos as estrelas e sentimos o próprio tempo ao nosso redor, como que imóvel, estático. foi quando recebi o primeiro beijo de amor verdadeiro de minha vida! ali, naquele momento em meio às estrelas, parada no tempo e sentindo-me imortal! com todo o universo ao meu alcance e o maior amor do mundo ao meu lado. e nesse momento percebi que poderia caminhar com ele rumo ao meu futuro...
eram aqueles malditos olhos cintilantes que me fitavam com carinho, que refletiam uma admiração, um amor...eram aqueles olhos que faziam minhas pernas tremerem e meu sorriso abrir-se incontrolavelmente. eram aquelas mãos macias e quentes que traçavam caminhos pelo meu rosto, passeando pra lá e pra cá, como que mostrando o que ele via, o que ele sentia. e eu sabia que estava segura ali, e que podia falar o que quisesse, ou simplesmente não dizer nada...de alguma forma, aquele menino dos olhos cor-de-mel sabia quem eu era, e gostava de mim. ele estava ali por mim, e, por mais incompreensível que fosse, eu confiava nele...e então eu caía dentro de seus olhos maravilhosos e enxergava um mundo de possibilidades e sensações, sentia um arrepio na espinha e queria entrar na mente dele para desvendar todos os seus mistérios e sentimentos...como podia uma pessoa ser tão misteriosa, tão sedutora? aqueles olhos e aquele sorriso disfarçado pareciam dizer "decifra-me ou te devoro", e a cada palavra que saía de sua boca macia eu tentava entender seu jeito de ser, de viver, de pensar...e cada vez mais me deixava seduzir! já era cada vez mais difícil conter as batidas aceleradas do meu coração, e a vontade de chegar cada vez mais perto daqueles olhos lindos...a vontade de sentir qual era o gosto que ele tinha, qual era a textura daquela pele, qual o cheiro do cabelo...mas lá estava ele, tão perto e tão inalcançável...com seus olhos cintilantes cor-de-mel e as mãos mais macias do mundo...
são teus olhos, já tenho certeza! eles me hipnotizam e deixam-me boba...todo aquele brilho, todas as palavras escondidas, todas as promessas que tu me faz só de olhar pra mim...e não há como resistir! quando vejo lá estou eu jogada aos teus pés, disposta a qualquer coisa para que tu me olhes novamente desse jeito. são tuas mãos quentes e úmidas que tocam as minhas, frias e geladas, trazendo uma sensação de conforto e carinho...gosto de apoiar minha cabeça no teu peito e sentir as batidas ritmadas e fortes do teu coração, de como ele acelera quando eu digo coisas bonitas ao teu ouvido, ou quando te abraço apertado. gosto de mim quando eu estou ao teu lado, do meu sorriso, das minhas mãos trêmulas, do friozinho na barriga...e então te puxo contra meu corpo, sinto teu coração bater no mesmo ritmo do meu, e então olho fundo nos teu olhos e te dou um beijo...
O céu está um tom tão acinzentado hoje, e as nuvens já não me deixam ver o sol. Logo ele que me dá tanto conforto...e as pessoas parecem todas tão distantes, tão difusas...e eu, em meio à multidão sento-me com os fones, escutando músicas alegres, como se elas pudessem mudar o que se passa dentro de mim. já não sorrio, já não pisco. as lágrimas me faltam aos olhos e sinto-me presa dentro de mim mesma. e tua imagem me vem à cabeça: teus cabelos caindo no teu rosto, teus olhos brilhando, aquele sorriso que tu só dá pra mim, e o mais importante...os braços abertos como a me esperar e me segurar. me segurar contra todos os olhares, contra todos os barulhos, todos cheiros e todas as cores...me levar para um mundo só nosso onde eu posso sentir-me livre para chorar e ser eu mesma...
E são tantas coisas a fazer, tantas opções, tantas vontades. Sinto-me impotente diante de tantas escolhas. E cada uma com uma consequência tão sua, tão particular...e todas com uma pesagem parecida, mas tão diferente! Como fazer uma escolha e ver a outra ruir à sua frente, sem nada poder fazer? Mas a vida não nos permite ter tudo nas mãos, e somos obrigados a tomar uma atitude e se posicionar. Como saberemos se este é o caminho certo? Não há como... A estrada vai seguindo, e vamos atrás quase que sem certeza de que estamos no lugar certo, pois com tantas opções fica quase impossível decidir-se! Quando damo-nos conta, o tempo passou, a gente ficou, e tudo que a gente tinha certeza ruiu, mas o que ficou? Nossa eterna indecisão e impotência...As escolhas que não fizemos já não podemos mais fazer, as que fizemos não deram certo...e ficamos parados em uma incruzilhada com os camihos fechados, pra sempre presos dentro de nossas mentes confusas e perturbadas. É a pausa que gostaríamos de ter tido para pensar anos atrás, antes de tomar todas aquelas decisões... tempo, tempo, tempo...inimigo mortal! Bom seria se ele não existisse, e pudéssemos aproveitar uma por uma nossas intermináveis opções, sem se arrepender, sem deixar nenhum momento para trás, e pudéssemos por fim estar completos... e viva a utopia..
Toca o despertador: são 7h20 e é hora de levantar...mas que saco! Quero ficar aquiiiii, só mais cinco minutinhos! Não adianta, ainda tenho que tomar banho, secar o cabelo, comer alguma coisa e me mandar pra parada! No ônibus são 45 minutos de pura ansiedade: como será que está o pessoal? Será que vai estar todo mundo lá? E ao chegar, são tantos rostos familiares, mas nenhum que faça o coração acelerar...e então aos poucos começam a aparecer aquelas pessoas realmente especiais, e meu sorriso vai se abrindo naturalmente. Logo já me esqueço da minha raiva no semestre passado, meu nojo ao chegar àquele lugar. É como se eu não tivesse percebido um raio de sol que já brilhava, ou uma flor crescendo na borda da calçada, ou o som de uma risada diferente...e de repente as coisas fazem sentido, e eu percebo que encontrei um lugar em meio a tanta gente sem cor! E percebo que gosto de algumas pessoas e que senti falta de verdade delas! E um abraço tão apertado, que faz não querer soltar mais, um sorriso e um "que saudade" que fazem todo aquele dia valer a pena! Mas como se isso não bastasse, uma hora embaixo de uma sombra de árvore, compartilhando um chocolate e uma coca-cola, e saboreando a conquista de conseguir negociar com o dono do bar. Coisa boa é estar entre amigos e sentir-se bem-vindo, querido! Não é como ver as pessoas indo e vindo e não dando a mínima para se você está ali ou não. É sentir a presença positiva de uma verdadeira amizade, e poder falar as maiores besteiras e também contar nos assuntos mais sérios. Enfim, encontrei meu lugar! ^^
e ainda por cima consegui um abraço de alguém que eu nunca espero abraços! e um outro abraço apertado que fez sentir tanta segurança...inexplicável....
Cada vez mais eu penso em ir embora, em me tornar um desconhecido, um estranho para o mundo. Ir para onde não exista nada, nem ninguém a quem me prender...
Ficar deitado no chão, apenas olhando para o céu`a noite. Essa imensidão conhecida por “espaço”. Por quê espaço? Já parou alguma vez para pensar sobre isso? Acho que é porque sempre tem Espaço para mais um...ou talvez seja por outra razão...não sei, só sei que adoro olhar para lá e viajar...apreciar, amar e aprender cada estrela como se fosse a única...e sentir que ainda sei onde estou, só não sei o porque...
Não quero amores, nem dinheiro, nem ninguém. Apenas a estrada e eu...juntos no nada, andando pela noite...
Durante o dia, posso repor minhas energias...não preciso comer nada especial, nem dormir muito, apenas o suficiente para seguir em minha eterna jornada.
Talvez alguém sinta minha falta, mas certamente, como todas as outras situações, será passageiro...Apesar do ser humano dizer que cada pessoa é única e insubstituível, eles sempre arranjam uma forma de faze-lo. Não é?
Quem sabe um dia em minha viagem, eu olhe para trás e veja que deixei alguns seres a quem amava; veja que deixei para trás uma parte de mim...Mas terá sido melhor assim, pois cada um deve começar e terminar sua jornada sozinho. Ninguém pode fazer algo que foi destinado a nós, exceto nós mesmos. Às vezes é melhor estarmos sozinhos, para que não nos desviemos de nossos deveres...
Farei essa viagem, custe o que custar, assim que conseguir me “desacorrentar” de tudo que me envolve e de todos que amo...preciso conseguir partir, sem nunca querer voltar...quando souber que sou capaz, partirei no mesmo instante...
Espere-me, pois um dia nos encontraremos!
Agradeço a sua atenção, Caro Desconhecido, e pense a respeito de minhas palavras.