domingo, 27 de abril de 2008

Os menores olhos do mundo e a terrível confusão...

E então de repente, parecia que os dias não faziam mais sentido, o sol já não mais brilhava tão forte, e nem a chuva parecia-lhe tão barulhenta... o canto dos pássaros soava tão triste, e as flores desbotadas... e ela sabia que o mundo estava assim porque ela estava triste. o mundo sentia toda a sua dor, sua confusão, e refletia isso em suas cores e vibrações...
ela lembrava do cheiro daquele menino dos olhos apertados, pensava em todos os momentos ao lado dele...e sentia saudade, muita saudade...era como se o mundo não se atrevesse a girar agora que ele não estava mais ali, como se tudo conspirasse para que ela se sentisse ainda mais triste e sozinha...
e ela pensava no quanto gostava daquele menino...do quão diferentes eram, do quanto brigavam, do quanto discordavam...e pensava em todos os sacrifícios que teria que fazer caso quisesse estar ao lado dele novamente...e simplesmente não conseguia pensar em mais nada! e a confusão tomava conta dela e tudo parecia um grande jogo de xadrez, onde cada movimento precisa ser pensado e calculado...mas o mundo não fazia sentido sem ele, disso ela tinha certeza...
era ali que morava a sua segurança...e todo o amor que existisse do mundo estava ali...

sábado, 12 de abril de 2008

A vida é um moranguinho...

o problema é que nem sempre o moranguinho tá vermelhinho, docinho e saboroso como a gente espera...se a gente não cuida, não dá valor e não aproveita ele logo, ele pode ficar murcho, azedo e escuro...mas não é porque nosso moranguinho estragou que vamos passar o resto da vida chorando e querendo morrer. sempre existe uma saída para os problemas! com os moranguinhos podres sempre podemos fazer uma mistura e usar de adubo para alimentar o nosso morangueiro, para que ele dê morangos cada vez mais vermelhos e gostosos!

terça-feira, 8 de abril de 2008

as pedras não voam porque não querem...

lá estava o que eu tanto buscava: o brilho de uma nova perspectiva! a possibilidade de sentir o vento bater nos cabelos de uma maneira que não sentira ainda, enxergar cores de uma paleta que ainda não havia percebido, o cheiro da grama molhada, das flores...era como se planasse por sobre todo o parque nas asas das caturritas que via sobre minha cabeça! e o que me levava até o céu eram as doces palavras daquele que parecia compreender minha alma, conhecer cada gesto meu e cada palavra que eu gostaria de ouvir. e eu me perdia nas palavras daquele que, para mim, era um poeta, e sentia suas palavras tocando o meu coração como os acordes de uma canção que me faziam suspirar. logo já estava dançando no ritmo daquelas doces palavras e flutuando entre as nuvens. eu sentia quase como se, por um instante ao menos, eu pudesse tocar o céu! lá estava o universo todo ao alcance das minhas mãos, eu só precisava daquele olhar para dizer "você consegue"! e então tudo tornava se possível, eu tornava-me sublime, etérea! e sentia que era naquele momento que morava a imortalidade, a ausência do tempo! e então olhei dentro de sua alma e compartilhei com ele meu universo e minha permanência. ele só acenou-me com a cabeça, como que dizendo "sim, é isso mesmo!" e abraçou-me forte. e então subimos ao céu, tocamos as estrelas e sentimos o próprio tempo ao nosso redor, como que imóvel, estático. foi quando recebi o primeiro beijo de amor verdadeiro de minha vida! ali, naquele momento em meio às estrelas, parada no tempo e sentindo-me imortal! com todo o universo ao meu alcance e o maior amor do mundo ao meu lado. e nesse momento percebi que poderia caminhar com ele rumo ao meu futuro...

os malditos olhos cintilantes...

eram aqueles malditos olhos cintilantes que me fitavam com carinho, que refletiam uma admiração, um amor...eram aqueles olhos que faziam minhas pernas tremerem e meu sorriso abrir-se incontrolavelmente. eram aquelas mãos macias e quentes que traçavam caminhos pelo meu rosto, passeando pra lá e pra cá, como que mostrando o que ele via, o que ele sentia. e eu sabia que estava segura ali, e que podia falar o que quisesse, ou simplesmente não dizer nada...de alguma forma, aquele menino dos olhos cor-de-mel sabia quem eu era, e gostava de mim. ele estava ali por mim, e, por mais incompreensível que fosse, eu confiava nele...e então eu caía dentro de seus olhos maravilhosos e enxergava um mundo de possibilidades e sensações, sentia um arrepio na espinha e queria entrar na mente dele para desvendar todos os seus mistérios e sentimentos...como podia uma pessoa ser tão misteriosa, tão sedutora? aqueles olhos e aquele sorriso disfarçado pareciam dizer "decifra-me ou te devoro", e a cada palavra que saía de sua boca macia eu tentava entender seu jeito de ser, de viver, de pensar...e cada vez mais me deixava seduzir! já era cada vez mais difícil conter as batidas aceleradas do meu coração, e a vontade de chegar cada vez mais perto daqueles olhos lindos...a vontade de sentir qual era o gosto que ele tinha, qual era a textura daquela pele, qual o cheiro do cabelo...mas lá estava ele, tão perto e tão inalcançável...com seus olhos cintilantes cor-de-mel e as mãos mais macias do mundo...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

primeiro amor...

são teus olhos, já tenho certeza! eles me hipnotizam e deixam-me boba...todo aquele brilho, todas as palavras escondidas, todas as promessas que tu me faz só de olhar pra mim...e não há como resistir! quando vejo lá estou eu jogada aos teus pés, disposta a qualquer coisa para que tu me olhes novamente desse jeito. são tuas mãos quentes e úmidas que tocam as minhas, frias e geladas, trazendo uma sensação de conforto e carinho...gosto de apoiar minha cabeça no teu peito e sentir as batidas ritmadas e fortes do teu coração, de como ele acelera quando eu digo coisas bonitas ao teu ouvido, ou quando te abraço apertado. gosto de mim quando eu estou ao teu lado, do meu sorriso, das minhas mãos trêmulas, do friozinho na barriga...e então te puxo contra meu corpo, sinto teu coração bater no mesmo ritmo do meu, e então olho fundo nos teu olhos e te dou um beijo...

e lá estão os fogos de artifício coloridos...

terça-feira, 1 de abril de 2008

imagens e lembranças - sentimentos reprimidos ou excessivos?

O céu está um tom tão acinzentado hoje, e as nuvens já não me deixam ver o sol. Logo ele que me dá tanto conforto...e as pessoas parecem todas tão distantes, tão difusas...e eu, em meio à multidão sento-me com os fones, escutando músicas alegres, como se elas pudessem mudar o que se passa dentro de mim. já não sorrio, já não pisco. as lágrimas me faltam aos olhos e sinto-me presa dentro de mim mesma. e tua imagem me vem à cabeça: teus cabelos caindo no teu rosto, teus olhos brilhando, aquele sorriso que tu só dá pra mim, e o mais importante...os braços abertos como a me esperar e me segurar. me segurar contra todos os olhares, contra todos os barulhos, todos cheiros e todas as cores...me levar para um mundo só nosso onde eu posso sentir-me livre para chorar e ser eu mesma...

e onde estão os rios de chocolate?