quinta-feira, 28 de junho de 2007

a long way to friendship...parte 2

Ela sentia por ele um amor muito maior do que tudo que já sentira antes, entretanto, era um sentimento difícil de entender. Ela não sentia vontade de ficar com ele, de ter uma relação física com ele. Sabia o quão valioso era aquilo que existia entre eles e não queria deixar estragar por tudo aquilo que as relações trazem na bagagem. Resolveu então transformar isso em uma amizade, a amizade mais sincera e mais próxima já existente...
Ciente do quanto representava para ele e afim de eternizar seu amor, resolveu escrever um romance. Um livro pequeno, simples, apenas para poder passar para o papel todo aquele sentimento e tudo o que já haviam passado juntos. Começou então a escrever...


Era o último dia do ano e ela via todos, na casa de sua amiga, correndo de um lado para o outro atrás dos preparativos para a festa de Reveillon, enquanto ela tentava achar algo para fazer. Por volta das 23 horas, os convidados começaram a chegar e a instalar-se na sala de estar. Ela foi então arrumar-se, apesar de não estar no mínimo clima para comemorações. Sua amiga estava brigada com o namorado desde o dia anterior e extremamente chateada; e ela só pensava em quando iria encontrar aquele menino metido de novo. Vestiu então sua roupa branca nova e maquiou-se, sempre pensando "para quê estou fazendo tudo isso? ele nem sequer está aqui...". Após convencer a amiga que ela deveria se arrumar, mesmo aquele ogro estando na sala esperando, foram as duas para a "festa". As horas arrastavam-se e ela só pensava em sair dali. Foi então que bateu a meia-noite e os fogos começaram no céu. Cada faísca colorida que cortava o céu era um aperto no seu peito; nunca se sentira tão sozinha. Naquele momento então, em meio aos abraços de "feliz ano novo", sua amiga e o namorado saíram da festa para conversar e se acertar. Ela só pensava nele, e na vontade que sentia de abraçá-lo e apertá-lo e poder dizer, olhando em seus olhos, que o novo ano seria maravilhoso; mas ele não estava lá, estava a kilômetros de distância e provavelmente, nem pensando nela. Lá estava ela, sozinha entre seus tios e as amigas de sua tia. Todos bebendo muita espumante e comendo frutas exóticas com algum tipo de significado para o Ano Novo.
(Antes de continuar, preciso abrir um parênteses para explicar como era o lugar onde estava acontecendo a festa.) A sala de estar era um amplo ambiente dividido em duas áreas. A primeira, quando se entrava na sala, tinha uma televisão à esquerda, um sofá de três lugares encostado na janela do lado oposto à porta e um sofá de dois lugares reclinável do lado direito (o qual depois foi palco para muitas lembranças). Logo após a entrada, à direita, tinha a escada que levava para o mezanino, onde havia uma mesa de sinuca, uns sofás e a sacada. Atrás do sofá reclinável ficava a área da churrasqueira, com uma mesa para oito pessoas. Nessa área, ficava a porta-janela, que ligava a sala à piscina. Esta porta estava aberta durante a festa, pois era uma noite agradávelmente fresca e o céu estava lindo.(agora voltando...)
Ela cansou de ficar ali naquela comemoração cínica e foi para a rua, sentar-se com os pés n'água. Pegou sem telefone celular e fez o que estava ansiosa para fazer desde que a noite começara: ligar para ele. Ao ouvir o telefone chamar, o coração dela já disparou! Pensou em desligar, o que estava fazendo? Isso era loucura! Ele não estava nem aí para ela! Mas a idéia de conquistá-lo, de fazê-lo correspondê-la a estimulou a ir em frente. Ele atendeu e ela perdeu a fala. Ela, que sempre sabia o que dizer, que manipulava as palavras com maestria e convicção. Ela que era tão segura de si e do que queria, perdendo a voz por causa de um franguinho? Aquilo não poderia estar acontecendo de verdade! Gaguejando, desejou um feliz ano novo, com direito a todas aquelas vãs palavras que todos desejam nessa data e desligou. Tremia da cabeça aos pés, e seu coração parecia que estava saindo pela boca. Nesse momento ela teve a total certeza de que ficariam juntos e que ele era uma pessoa que ficaria marcada nela.
Passou o resto da noite tirando fotos e sozinha. Ouvia as risadas e vozes altas na sala, mas estava alheia a tudo que acontecia do outro lado daquela porta de vidro. Sentia uma vontade louca de nadar; de jogar-se na piscina, com roupa e tudo, mergulhar e deixar a água levar todos aqueles pensamentos para longe. A água estava tão quente, tão chamativa, mas ela resistiu à vontade e ficou apenas com os pés mergulhados. A cada vinte minutos que se passavam, ela saía da piscina e ia para o computador para ver se ele já tinha chegado em casa; sentia um frio na barriga enquanto procurava seu nome ali no meio de tantos nomes apagados, e chegava a doer cada vez que percebia que ele não estava ali.
Ela resolveu, então, acabar com todos aqueles pensamentos e ir dormir. Ansiosa por saber se ele estaria online no dia seguinte para conversarem...

Mariana Gil

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fim da parte 2... apartir de agora é que a história começa a andar...
não deixe de ler!! ;)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

a long way to friendship...parte 1

Lá estavam eles. De volta ao lugar que tudo, de alguma forma, começara. Estavam sentados tão próximos do lugar onde sentaram-se na primeira vez que sairam juntos. Tanto tempo já havia se passado desde então, mas ela lembrava-se com perfeição do que ocorrera naquele 30 de dezembro...

Fazia um calor de 32°C na cidade, ela estava mergulhada até os olhos na piscina para tentar se refrescar. Mas sentia-se sozinha ali naquela enorme casa, enquanto sua amiga descutia com o estúpido namorado. Ela não sentia-se confortavel perto dele, não gostava no que via naqueles olhos mesquinhos e mentirosos. Resolveu então ligar para aquele menino. Aquele que ela conhecera ali mesmo, na casa de sua amiga, há uns meses; aquele com quem conversava durante horas na internet; aquele que, de alguma forma, havia conquistado um lugar na mente dela. Combinaram de encontrar-se na parada do ônibus e ir sentar numa sombra no calçadão.
Quando chegou a hora de sair, amaldiçoou-o por fazê-la sair da água fresquinha e caminhar no sol. Embora estivesse extremamente arrependida e mal-humorada, foi, afinal, odiava quebrar compromissos. Chegou antes dele e ficou esperando no banco da parada. Quando ele desceu do ônibus, ela entendeu o que estivera sentindo nos últimos dias e o porquê estava ali. Cumprimentaram-se e foram procurar um banco. Passaram por volta de três horas conversando na sombra e bebendo cerveja geladinha.
Perto da hora do sol se pôr (a hora mais bonita no calçadão de Ipanema), a amiga dela liga e diz para eles irem para a casa dela, pois não é bom ficarem na rua de noite. Eles vão, a amiga então diz que precisa ir ao supermercado com a mãe e deixa-os sozinhos na casa. Eles decidem assistir a um filme que está passando na televisão a cabo. Ela sentia um desejo enorme de beijá-lo, mas sabia que ele era apaixonado pela tal amiga. Passou a noite toda sentada ao lado dele, conversando de perto e olhando-se profundamente nos olhos.
Quando a dona da casa finalmente chega do supermercado, o namorado dela convida ele para jogar sinuca e as duas moças ficam conversando na sala. A amiga então começa a perguntar se eles haviam ficado e ela diz que infelizmente não, pois sabia que ele era afim da outra. Começam a discutir baixinho - para eles não escutarem lá em cima - e a amiga diz que ela deveria tentar. Ela começa então a cantar uma música que gostava muito e, logo em seguida, ele desvencilha-se do namorado estúpido (nenhum dos dois gostava do tal namorado) e vem juntar-se a ela na sala.
Começam a analisar que música poderiam cantar juntos, e decidem-se por uma que ambos gostavam. Aquilo só serviu para deixá-la ainda mais louca por ele!
Tarde daquela noite, depois que ele ja havia ido embora e a amiga já havia ido dormir, ela entra na internet para procurá-lo, e lá está ele. Passaram a madrugada toda conversando sobre diversos assuntos, afinal, tinham muitas e muitas coisas em comum! Foi então que ela criou coragem e disse "eu estava com uma vontade louca de te beijar hoje" ao que ele responde "então porque não beijou?". Ela ficou absolutamente paralisada com aquela resposta, não sabia como reagir! Descobriu que tudo aquilo que ela sentira durante o dia todo era - ao menos em parte - correspondido! Tentou controlar-se e não demonstrar tanta excitação, mas a câmera não deixava ela esconder o sorriso no rosto.
E foi assim que começou a grande história deles...

Ela acordou como se tivesse mergulhado no passado, e deu-se conta que estava ali, sentada com ele de volta ao dia 20 de junho. Deu um sorrisinho e continuou a conversa...

Mariana Gil

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fim da 1ª parte...curioso para saber mais? ;) aguarde...

terça-feira, 19 de junho de 2007

RE: algumas coisas sobre o amor...

Abro meu e-mail hoje e fico surpresa ao receber um e-mail de um querido amigo, com um texto-resposta ao meu post de ontem! Fiquei impressionada com a qualidade do texto e com a forma que ele conseguiu expressar o que eu não consegui, e complementar tudo de uma forma simples e sincera. Meus parabéns a esse moço que me orgulha muito! Te adoro Rick!!

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Oi mary, esse comentário com certeza não caberia no blog, então estou te
mandando por e-mail, era um comentário mas acabou se tornando um texto
inteiro! hahahah! Um beijo enorme! Muito lindo o texto que tu escrevestes.
Eu adorei! beijos

"É aí que entra a irresponsabilidade e imaturidade. Magoar outras pessoas
que nada têm a ver com isso e que talvez estejam só esperando alguém que as
ame e as faça feliz. Pode-se destruir uma pessoa que espera carinho e aquele
alguém especial!" Mariana Gil

Bom, sei que eu sou suspeito de falar, mas isso é muito real. Hoje em dia, as pessoas não pensam antes de assumir um compromisso. Ok, um namoro é um namoro e não passa disso. Mas querendo ou não, é um compromisso para com a outra parte! Um compromisso que tu assumiste! ("tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas") Eu não sei se fui criado de maneira errada mas... aprendi que não se pode desistir de um compromisso sem dar satisfação. "Ah, chefe, não vou ir na reunião hoje porquê estou gripado" ou "Pensamos melhor e, financeiramente esse contrato não vai nos dar lucros, vamos optar pela rescisão”. Dessa maneira, nenhuma das partes vai se sentir ofendida e com certeza a confiança entre ambos continuará pela sinceridade que tiveram.
Tentem vocês, contextualizar isso e trazer para o lado amoroso. A maior recompensa de um namoro, de um relacionamento, é o sentimento de carinho e amizade que fica depois que ele acaba. Porém, infelizmente, isto não é uma regra. Algumas pessoas simplesmente não se importam com os teus sentimentos por mais sensíveis que elas sejam. Não te dão explicação alguma ou pior, te ENGANAM. Sim é verdade! Eu também não sei como é possível mentir para uma pessoa para à qual foi jurado amor eterno mas acreditem, isso acontece. E a coitada nada tem a ver com isso.... Pior do que não contar a verdade para alguém, é dizer que o fim do relacionamento se deu por causa desse alguém... sendo que ele não tem a menor culpa. Essa pessoa vai começar a se martirizar e perguntar: Onde foi que eu errei? Será que ela não gostou do perfume? Será que o jantar não estava bom? Será que ela não gostou das flores que eu mandei? Será? Será...
Os problemas amorosos seriam muito mais fáceis se tivessem um porquê... e de fato eles o têm! Será que é difícil ser sincero? O que custa contar a verdade? Humm... eu não sei ao certo mas desconfio... Imagina uma pessoa que jurou lealdade e fidelidade, que jurou amor eterno... Em meio à essas juras, ela esqueceu que era humana, e que estava sujeita à falhas... E certo dia,
ela usa esse direito de falhar... Até aí tudo bem... Essas coisas acontecem com famílias, imagina então com namorados... O problema é o que vem depois... Convardia? Medo? Falta de caráter? Só existe uma coisa pior do que errar... E essa coisa é não assumir o erro. Será que se eu enganar alguém fará com que esse alguém sofra menos?... Errado! O que acontece é exatamente o contrário. Pior do que o sentimento de perda na alma, é sentir na pele que a pessoa à quem tu entregou o teu coração, zomba e ri de ti quando passa por perto abraçada com o novo namorado...
E isso sim, é a imaturidade personificada. Pensem bem antes de dizer eu te amo. Amar, definitivamente não é pronunciar essas 3 palavras inúmeras vezes ao dia. Amar é muito mais do que isso. Amar é dizer não. Dizer "eu te amo porque preciso de você" é diferente de "preciso de você porque eu te amo". (nunca ouvi algo tão verdadeiro...) O que me impressiona, é que tem pessoas que ainda não sabem disso... Muitas vezes confundimos necessidade com amor, e são exatamente nessas vezes nas quais machucamos profundamente algúem que não teria nada a ver com isso....
Ricardo Silveira

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ps: as partes em negrito e entre parênteses no meio do texto são comentários feitos por mim acerca do texto! ^^

algumas coisas sobre o amor...

Em meio à uma bonita conversa com um grande amigo, paro para refletir sobre os assuntos do coração. Então, automaticamente, a música "a espera" do Acústicos e Valvulados vem-me à cabeça. Eis uma parte da letra: "Agora a gente sabe que nunca vai ser tarde se for melhor pra nós dois. Certas coisas mudam, outras coisas não, aprendi a confiar no tempo esperando por você."

O que será o amor? Será que ele acaba? Será que é possível simplesmente deixar de amar uma pessoa porque algo ruim aconteceu? Realmente acredito que não. Tenho a mais pura e total fé no amor verdadeiro. Quando o sentimento é verdadeiro, honesto, sincero, ele não se desgasta e muito menos finda. Os amantes puros, levam o ser amado no peito para todo o sempre. Não importa o que aconteça!
Algumas vezes, acredita-se ser possível esquecer uma pessoa, poder deixar tudo o que passou para trás e viver uma vida diferente, mas isso não acontece! É preciso viver a mesma vida sempre, sem achar que será tudo uma Hakuna Matata("Você deve deixar o seu passado para trás...Os seus problemas, você deve esquecer...")! Coisas materias vem e vão como as ondas, amores permanecem como as montanhas. Mas o que acontece quando se tenta seguir em frente e esquecer o antigo amor? Sem dar-se conta, está procurando em outras pessoas, aquela que tanto ama! Procura aquele olhar que entrava em sua alma e o despia, aquele tom de voz irônico quando falava besteira, as risadas quando fazia cócegas... procura todas aquelas características que tornavam a pessoa especial. Mas por mais parecida que a pessoa seja, ela jamais será aquela por quem os seus olhos brilhavam e que, agora, enchem-se de lágrimas.
É aí que entra a irresponsabilidade e imaturidade. Magoar outras pessoas que nada têm a ver com isso e que talvez estejam só esperando alguém que as ame e as faça feliz. Pode-se destruir uma pessoa que espera carinho e aquele alguém especial! ("e não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos...")
Algumas pessoas confundem amor verdadeiro com continuidade eterna. Às vezes é necessária uma ruptura, uma briga, uma aventura amorosa no meio tempo... As pessoas precisam aprender algumas coisas. Coisas que o ser amado jamais poderá lhe ensinar - pelo menos não estando ao lado; feito a dor da separação, a falta de um abraço especial, o efeito dilacerante da decepção e as imperfeições do caminho. É preciso conhecer o caminho antes de escolhê-lo para trilhar para o resto da vida. Não se pode definir o que é verdadeiramente o amor sem conhecer sua antítese e provar o gosto da solidão. Não se pode perceber o valor de um olhar de compreensão sem conhecer a amargura de uma palavra ruim. Não se pode reconhecer o "pra sempre" sem vivenciar o "momentâneo". É vivendo longe que se dá valor ao perto.
Acredito então que se deve perceber que o amor nunca acaba, ele apenas toma um segundo para respirar. Se um sentimento é mesmo verdadeiro e - muito importante essa palavra - recíproco, ele pode sofrer todas as chicotadas que a vida dá, mas jamais perde suas forças! Creio também que o Tempo é o senhor da vida. De nada serve querer adiantar as coisas, lutar contra a maré e ser teimoso, ninguém melhor que o Tempo para definir o momento exato de retomar aquilo que ficou para trás.
Eu me rendo aos efeitos da vida e do amor, aos caprichos e ensinamentos que o Tempo traz, e entrego-me de corpo e alma ao que o destino reserva para o meu amor!

Mariana Gil

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UM DIA VOCÊ APRENDE
Willian Shakespeare

Um dia você aprende que...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Vampiros

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.
Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.
Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.
Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

Martha Medeiros
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dedico este texto ao cara que me mandou ele...um cara que passou por tudo isso...e que ainda está sofrendo para recuperar todo seu sangue...
um cara a quem eu fico contente de poder ajudar, de poder doar um momento para escutá-lo...
um cara que é um amigo de verdade! que quando se precisa ele está próximo e que se preocupa com as pessoas.
um cara que eu não conhecia muito bem, mas que foi chegando, se aproximando...e quando eu vi, já estava no meu coração!
acredito muito na veeeelha frase "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", e acho que esse cara é a personificação dessa frase...ele sabe dar valor a uma amizade! ^^

que esse teu sofrimento passe meu querido...tenho certeeeeeza que tu vai vencer essa!! pode demorar, e pode nunca ficar 100%, mas sem dúvidas tu conseguirá esquecer essa história e seguirá em frente!
e saiba que terás pessoas ao teu lado! para quando tu perderes o equilíbrio, possas te apoiar e seguir caminhando!
te adoro muito ricardãããão!! ^^
tudo de bom pra ti!!
e vamos ver quem luta melhor!! ;D
hehehe

quinta-feira, 24 de maio de 2007

certas coisas mudam, outrascoisas não...

deixe as águas rolarem que a garrafa volta para você...
no fim tudo se ajeita não ajeita?
"aprendi a confiar no tempo, esperando por você..."
e eu esperarei pacientemente o momento que tu esteja pronto...e então poder recuperar aquilo que se perdeu...
and i love you...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

momento ridículo de desabafo...

por que será que o ontem parece sempre mais belo? mais perfeito?
o que acontece no presente, que nos faz querer voltar atras?
olha para tudo que já passei...tive amigos realmente maravilhosos que ficaram pelo caminho... amigos que hoje eu mal conheço...
nah, diego, renato...pessoas que foram REALMENTE importante pra mim...e que mal tenho contato agora...e que por mais que sinta falta, odeie essa 'distância', não consigo recuperar!

por que eu tenho ciúmes de todos que eu amo?
por que tenho esse sentimento estúpido de querer ser sempre especial para alguém? e por que eu não consigo ser?
pessoas que me são realmente precisosas, não me consideram como eu as considero...
seria capaz de dar minha vida por pessoas que simplesmente nem notariam isso...
pessoas a quem confio minha vida, pessoas que necessito...e que no momento que precisam, não é a mim que recorrem...
não sou a 1ª opção de ninguém...

sentimento de uma criança mimada e egocêntrica? talvez...mas quem disse que eu não sou isso? eu realmente tenho essa necessidade de atenção, necessidade de carinho, de ser gostada e valorizada...o que não acontece muito né...

e assim vou indo...sem ninguém dar a mínima bola pro que eu digo...sem ter pra quem ligar as 5h da manhã...


aproveitando esse lugar que ninguém visita para dizer que sinto saudades de amigos como o Jonas...da época que falávamos todos os dias, que ele contava comigo...porque hoje eu mal sei que que ele faz da vida...
como o davi...que também diz que me ama, mas também diz isso pra outras pessoas... e que quando precisa não é pra mim que corre...

bom né...quem é que disse que eu sou especial? pssss

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Caderno de pauta simples II

após tanto tempo sem aparecer por aqui, resolvi dar as caras...talvez porque eu não tenha nada mlhor pra fazer, talvez porque minha alma perturbada me faz querer escrever, talvez apenas para tirar o pó desta porcaria... tanto faz...os poucos que ainda se dão ao trabalho de ler não se importam com o motivo de eu escrever...porque ninguém se importa...
então tá...vou aproveitar o espaço que tenho e dar lugar às minhas fantasias e historias fantasticas...aos que desejam conhecer a historia de uma ninguém, sejam bem-vindos! aos que acham tudo isso uma palhaçada, fechem a pagina, porque nada realmente sério e importante será escrito aqui hoje...
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lá está ela. caminhando com seus adidas pelas poças. gosta de ver a água subir e envolver seu tênis branco; gosta da sensação de estar dentro d'água sem se molhar.
ela pensa em toda a sua trajetória. em tudo que vivera até chegar neste momento. pensa nos amigos que tivera, mas que o tempo levara embora; pensa nos que ainda estão com ela. pensa em tudo que gostara um dia, em como sua opinião sobre o mundo mudara tantas e tantas vezes; pensa nas coisas que dissera, nas pessoas que magoara e nas coisas que fizera. e por todos os momentos que tivera até então, ela dá um salto - um daqueles saltos que se alcança o céu! - e cai com os dois pés dentro de uma imensa poça.
sabe o quão abençoada é por ter as pessoas que tem ao seu lado, por ser quem é e por ter liberdade de voar para onde quiser. e já planeja quando será o próximo vôo, e para onde.
sem saber bem o que está fazendo ou para onde está indo, ela sai correndo! corre em direção a uma bela e imensa figueira. com todos seus galhos retorcidos e belos, semelhantes a enormes braços abertos, receptivos a um abraço! então ela chega e se pendura em um dos braços da imensa árvore mãe. balança seu corpo para frente e para trás, até que consegue bastante impulso e se joga para frente, numa tentativa de agarrar um braço próximo. a tentativa fracassa, ela dá um semi-looping e cai deitada de barriga para cima na grama! após o susto da queda e a breve dor nas costas, ela começa a rir. ri como uma criança que acaba de ver uma mágica! ri como se nao houvessem coisas ruins e tristes no mundo; ri com verdadeira alegria.
enquanto está deitada, ela olha para o céu e começa a procurar desenhos nas nuvens. encontra, logo em seguida, o rosto de um cachorro e um balão (aqueles de voar!) . depois o cachorro gradualmente se transforma num lobo e depois num urso! todas aquelas transformações/mutações a deixam confusa sobre a vida, e ela se cansa da brincadeira e vira o rosto para a grama que - tão alta está - alcança suas orelhas. ao fazê-lo, dá-se frente a uma bela florzinha de grama; daquelas bem pequenas e violetas. nesse instante ela sente uma onde de calor percorrendo seu corpo e o mundo pára de girar. ela contempla a beleza daquela pequenina flor, tem vontade de levá-la para casa para poder contemplá-la todos os dias. no entanto, sabe que se arrancar a flor de seu lugar, estará encerrando com a vida da pequena e o que levará para casa será apenas um corpo sem vida e que ela verá se decompor. então ela apenas fica ali deitada observando a flor, brincando com a grama e acompanhando o movimento que os galhos da figueira fazem acima de sua cabeça.
horas de meditação depois, ela se levanta e segue pela estrada, pisando pelas poças e rindo como uma criança. em seu caminho, encontra um velho amigo, um daqueles que não vê há tempos. ela corre para abraçá-lo. ao vê-la, ele abre seus abraços e ela dá um salto ao seu encontro. os dois dão um giro completo e se apertam mutuamente. sentam-se num banco próximo e começam a conversar. relembram momentos vivenciados juntos, contam novidades e trocam olhares carinhosos.
já está anoitecendo e ela se dá conta que precisa ir para casa. o caminho até sua casa é bastante perigoso. o amigo oferece-se para acompanhá-la e os dois entao seguem caminhando. decidem pular as pedrinhas sem pisar nas linhas! e apostam uma corrida até a quadra seguinte. ela chega na frente e vence a corrida. ele finge uma indignação mas, sob os risos e gritos de vitória dela, ele desiste e volta para a brincadeira. então ele diz que ela roubou e pisou nas linhas e sai correndo atrás dela para fazer cócegas! correm por uma quadra inteira, com gritos, protestos e risadas intensas. como é bom encontrar um amigo!
quando chegam à casa dela, despedem-se e ela entra. passa na cozinha, rouba um pedaço de bolo e corre para o quarto! liga o computador, põe uma música bem alto e deita-se na sua cama de molas. fica balançando-se com as molas ao ritmo da música que toca com alegria e vontade nos auto-falantes. ela começa a pensar em como sua vida é gostosa e feliz; em como tem a capacidade de divertir-se com coisas simples do dia-a-dia. lembra de tudo que fez naquele lindo dia de arco-íris, e - nesse instante - começa uma música que ela adora. levanta-se e começ a dançar na frente do espelho! inventa passos, coreografias e canta. joga-se de cara no colchão e é empurrada de volta. já em pé de novo, dá rodopios, estrelas e passos de balé. brinca de dançarina!
lá pela meia-noite, as pilhas começam a ficar fracas e ela sente sono. dá boa noite aos amigos e vai se deitar pensando na alegria que vive. mais um dia que acaba, mas com a certeza que amanhã levanta um novo sol, com novas cores nas ruas e um cheiro que não tinha hoje!
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=]
um beijo aos que se prestam a ler minhas demencias!!!
em especial pro namorado que eu amo!

sexta-feira, 30 de março de 2007

caderno de pauta simples I

Uma vontade de sumir...o que está acontecendo comigo? quem sou eu?
Estou cansada dessa vida fudida...cansada de passar o dia no computador sem fazer nada produtivo. cansada de ser uma idealista! de ter grandes ideais e não fazer nada para realizá-los! de ser uma garotinha mimada que , no fundo, tem medo de se rebelar, de ser independente; uma garotinha que acha que tudo cairá pronto do céu.
sim, essa sou eu! não gostaste? nao te perguntei se gostarias. e para ser bem sincera, também não gosto. mas falta-me coragem para desprender-me dessa vida fácil que levo. me falta ambição para crescer.
Vontade de fugir...para um lugar deserto. só eu, meus pensamentos, meus livros e meu caderno. mas ao mesmo tempo, sei que me sentiria completamente sozinha. cansada disso também: depender dos outros. cansada de saber que não sou ninguém se não tiver alguém ao meu lado. uma garotinha carente e egocêntrica, que precisa que as pessoas digam que gostam dela e que demontrem; que detesta estar sem seu amigos. mas estou cansada de me doar! estou perdendo muita energia com isso, mas não consigo evitar ser assim! me preocupo com meus amigos, se estão bem, se estão felizes. noto pequenas alterações de humor e estou sempre por perto para ouví-los quando precisarem. mas parece que nunca precisam...parece que eu nunca sou aquela que eles procuram. e eu não me sinto muito a vontade para procurá-los para desabafar - até porque raramente estão lá. sinto que estou me esvaindo. como se eu não estivesse recebendo energia alguma.
Li num cartão, certa vez: "hoje me sinto só diante à multidão que me rodeia. estou como um palhaço que distribui sorrisos e arrecada melancolia..." nada descreveu tão bem meus sentimentos junto a grandes grupos! e todos sempre me acham muito querida e divertida, mas não enxergam a dor e a amargura que trago dentro de mim.
"I gotta fly away. Yeah, I can't wait another day. And nothing's gonna change if we stay around here." talvez eu vá mesmo. desapareça por um tempo...who knows...

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não, não estou postando isso para que pensem que sou uma coitadinha...
não quero piedade e muito menos aqueles comentários ridiculos do tipo "nada a ver Mary!! tu nem é assim!" ¬¬ ninguém (ou quase ninguém, com uma única excessão) sabe o que eu sinto madrugada adentro...ninguém sabe o que sinto...
querem dizer que sou uma emo ridícula? olha minha cara de preocupada!! não ligo muito para julgamentos e rótulos sabia??
apenas uma página no meu diário...geralmente o que eu uso para preencher minhas madrugadas...
se queres comentar mesmo, pensa bem o que vais escrever...não me faças pensar que estás com piedade de mim...não preciso disso...e já estou acostumada com 0 comentários... ;p
I won't die...

Obrigada aos que tiveram paciência de ler todo esse lixo...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Sonhos (Davi Drummond)

Quero ser grande, bem grande,
Assim, como um elefante.
Todos vão ter de me respeitar,
E ninguém vai me peitar.

Mas, assim, vou espantar todos ao meu redor,
E ninguém vai tentar se aproximar de mim.

Então, pensando bem...

Quero ser pequeno, bem pequeno,
Assim, como uma joaninha.
Todos vão cuidar de mim
Por ser pequeno assim.

Mas, assim, vou me arriscar a todo o momento,
Pois podem me esmagar por ser tão pequeno.

Então, pensando melhor...

Quero ser fofo, bem fofo,
Assim, como um cachorro.
Todos vão me adorar
E, comigo, brincar.

Mas, assim, vai existir a inveja,
E muitos, sem motivo, vão me odiar.
Papai do céu, acho que vou deixar
Você decidir como vou ser,
E assim então serei.
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ninguem le mesmo...posso colocar o q quiseeeee...
¬¬

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

uma univesitaria chamada MARY

agora ela brilhava os olhinhos vendo o curriculo do curso tao sonhado!!
ela via cadeiras de filosofia, portugues, historia, sociologia, semiologia...claro neh...tinha tambem economia, estatistica...
mas ela estava muuuuito realizada!!!
e o mais legal é q ainda tinha chances de passar para o primeiro semestre!! nao mais teria que esperar seis meses para por em pratica sua ansiedade com o curso!!!!
estava simplesmente maravilhada, extasiada...apaixonada!!
mal podia expressar suas palavras...
enfim...
apenas mais uma moça que queria mudar o mundo e via em suas mãos uma oportunidade para fazê-lo...