quarta-feira, 18 de abril de 2007

Caderno de pauta simples II

após tanto tempo sem aparecer por aqui, resolvi dar as caras...talvez porque eu não tenha nada mlhor pra fazer, talvez porque minha alma perturbada me faz querer escrever, talvez apenas para tirar o pó desta porcaria... tanto faz...os poucos que ainda se dão ao trabalho de ler não se importam com o motivo de eu escrever...porque ninguém se importa...
então tá...vou aproveitar o espaço que tenho e dar lugar às minhas fantasias e historias fantasticas...aos que desejam conhecer a historia de uma ninguém, sejam bem-vindos! aos que acham tudo isso uma palhaçada, fechem a pagina, porque nada realmente sério e importante será escrito aqui hoje...
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lá está ela. caminhando com seus adidas pelas poças. gosta de ver a água subir e envolver seu tênis branco; gosta da sensação de estar dentro d'água sem se molhar.
ela pensa em toda a sua trajetória. em tudo que vivera até chegar neste momento. pensa nos amigos que tivera, mas que o tempo levara embora; pensa nos que ainda estão com ela. pensa em tudo que gostara um dia, em como sua opinião sobre o mundo mudara tantas e tantas vezes; pensa nas coisas que dissera, nas pessoas que magoara e nas coisas que fizera. e por todos os momentos que tivera até então, ela dá um salto - um daqueles saltos que se alcança o céu! - e cai com os dois pés dentro de uma imensa poça.
sabe o quão abençoada é por ter as pessoas que tem ao seu lado, por ser quem é e por ter liberdade de voar para onde quiser. e já planeja quando será o próximo vôo, e para onde.
sem saber bem o que está fazendo ou para onde está indo, ela sai correndo! corre em direção a uma bela e imensa figueira. com todos seus galhos retorcidos e belos, semelhantes a enormes braços abertos, receptivos a um abraço! então ela chega e se pendura em um dos braços da imensa árvore mãe. balança seu corpo para frente e para trás, até que consegue bastante impulso e se joga para frente, numa tentativa de agarrar um braço próximo. a tentativa fracassa, ela dá um semi-looping e cai deitada de barriga para cima na grama! após o susto da queda e a breve dor nas costas, ela começa a rir. ri como uma criança que acaba de ver uma mágica! ri como se nao houvessem coisas ruins e tristes no mundo; ri com verdadeira alegria.
enquanto está deitada, ela olha para o céu e começa a procurar desenhos nas nuvens. encontra, logo em seguida, o rosto de um cachorro e um balão (aqueles de voar!) . depois o cachorro gradualmente se transforma num lobo e depois num urso! todas aquelas transformações/mutações a deixam confusa sobre a vida, e ela se cansa da brincadeira e vira o rosto para a grama que - tão alta está - alcança suas orelhas. ao fazê-lo, dá-se frente a uma bela florzinha de grama; daquelas bem pequenas e violetas. nesse instante ela sente uma onde de calor percorrendo seu corpo e o mundo pára de girar. ela contempla a beleza daquela pequenina flor, tem vontade de levá-la para casa para poder contemplá-la todos os dias. no entanto, sabe que se arrancar a flor de seu lugar, estará encerrando com a vida da pequena e o que levará para casa será apenas um corpo sem vida e que ela verá se decompor. então ela apenas fica ali deitada observando a flor, brincando com a grama e acompanhando o movimento que os galhos da figueira fazem acima de sua cabeça.
horas de meditação depois, ela se levanta e segue pela estrada, pisando pelas poças e rindo como uma criança. em seu caminho, encontra um velho amigo, um daqueles que não vê há tempos. ela corre para abraçá-lo. ao vê-la, ele abre seus abraços e ela dá um salto ao seu encontro. os dois dão um giro completo e se apertam mutuamente. sentam-se num banco próximo e começam a conversar. relembram momentos vivenciados juntos, contam novidades e trocam olhares carinhosos.
já está anoitecendo e ela se dá conta que precisa ir para casa. o caminho até sua casa é bastante perigoso. o amigo oferece-se para acompanhá-la e os dois entao seguem caminhando. decidem pular as pedrinhas sem pisar nas linhas! e apostam uma corrida até a quadra seguinte. ela chega na frente e vence a corrida. ele finge uma indignação mas, sob os risos e gritos de vitória dela, ele desiste e volta para a brincadeira. então ele diz que ela roubou e pisou nas linhas e sai correndo atrás dela para fazer cócegas! correm por uma quadra inteira, com gritos, protestos e risadas intensas. como é bom encontrar um amigo!
quando chegam à casa dela, despedem-se e ela entra. passa na cozinha, rouba um pedaço de bolo e corre para o quarto! liga o computador, põe uma música bem alto e deita-se na sua cama de molas. fica balançando-se com as molas ao ritmo da música que toca com alegria e vontade nos auto-falantes. ela começa a pensar em como sua vida é gostosa e feliz; em como tem a capacidade de divertir-se com coisas simples do dia-a-dia. lembra de tudo que fez naquele lindo dia de arco-íris, e - nesse instante - começa uma música que ela adora. levanta-se e começ a dançar na frente do espelho! inventa passos, coreografias e canta. joga-se de cara no colchão e é empurrada de volta. já em pé de novo, dá rodopios, estrelas e passos de balé. brinca de dançarina!
lá pela meia-noite, as pilhas começam a ficar fracas e ela sente sono. dá boa noite aos amigos e vai se deitar pensando na alegria que vive. mais um dia que acaba, mas com a certeza que amanhã levanta um novo sol, com novas cores nas ruas e um cheiro que não tinha hoje!
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um beijo aos que se prestam a ler minhas demencias!!!
em especial pro namorado que eu amo!

1 comentário:

Anónimo disse...

Achei muito bem contado o conto. XD
(Eu falo sério)
Tu tem potencial para isso, pq não faz pra vender?
Beijão linda