Ela sentia por ele um amor muito maior do que tudo que já sentira antes, entretanto, era um sentimento difícil de entender. Ela não sentia vontade de ficar com ele, de ter uma relação física com ele. Sabia o quão valioso era aquilo que existia entre eles e não queria deixar estragar por tudo aquilo que as relações trazem na bagagem. Resolveu então transformar isso em uma amizade, a amizade mais sincera e mais próxima já existente...
Ciente do quanto representava para ele e afim de eternizar seu amor, resolveu escrever um romance. Um livro pequeno, simples, apenas para poder passar para o papel todo aquele sentimento e tudo o que já haviam passado juntos. Começou então a escrever...
Era o último dia do ano e ela via todos, na casa de sua amiga, correndo de um lado para o outro atrás dos preparativos para a festa de Reveillon, enquanto ela tentava achar algo para fazer. Por volta das 23 horas, os convidados começaram a chegar e a instalar-se na sala de estar. Ela foi então arrumar-se, apesar de não estar no mínimo clima para comemorações. Sua amiga estava brigada com o namorado desde o dia anterior e extremamente chateada; e ela só pensava em quando iria encontrar aquele menino metido de novo. Vestiu então sua roupa branca nova e maquiou-se, sempre pensando "para quê estou fazendo tudo isso? ele nem sequer está aqui...". Após convencer a amiga que ela deveria se arrumar, mesmo aquele ogro estando na sala esperando, foram as duas para a "festa". As horas arrastavam-se e ela só pensava em sair dali. Foi então que bateu a meia-noite e os fogos começaram no céu. Cada faísca colorida que cortava o céu era um aperto no seu peito; nunca se sentira tão sozinha. Naquele momento então, em meio aos abraços de "feliz ano novo", sua amiga e o namorado saíram da festa para conversar e se acertar. Ela só pensava nele, e na vontade que sentia de abraçá-lo e apertá-lo e poder dizer, olhando em seus olhos, que o novo ano seria maravilhoso; mas ele não estava lá, estava a kilômetros de distância e provavelmente, nem pensando nela. Lá estava ela, sozinha entre seus tios e as amigas de sua tia. Todos bebendo muita espumante e comendo frutas exóticas com algum tipo de significado para o Ano Novo.
(Antes de continuar, preciso abrir um parênteses para explicar como era o lugar onde estava acontecendo a festa.) A sala de estar era um amplo ambiente dividido em duas áreas. A primeira, quando se entrava na sala, tinha uma televisão à esquerda, um sofá de três lugares encostado na janela do lado oposto à porta e um sofá de dois lugares reclinável do lado direito (o qual depois foi palco para muitas lembranças). Logo após a entrada, à direita, tinha a escada que levava para o mezanino, onde havia uma mesa de sinuca, uns sofás e a sacada. Atrás do sofá reclinável ficava a área da churrasqueira, com uma mesa para oito pessoas. Nessa área, ficava a porta-janela, que ligava a sala à piscina. Esta porta estava aberta durante a festa, pois era uma noite agradávelmente fresca e o céu estava lindo.(agora voltando...)
Ela cansou de ficar ali naquela comemoração cínica e foi para a rua, sentar-se com os pés n'água. Pegou sem telefone celular e fez o que estava ansiosa para fazer desde que a noite começara: ligar para ele. Ao ouvir o telefone chamar, o coração dela já disparou! Pensou em desligar, o que estava fazendo? Isso era loucura! Ele não estava nem aí para ela! Mas a idéia de conquistá-lo, de fazê-lo correspondê-la a estimulou a ir em frente. Ele atendeu e ela perdeu a fala. Ela, que sempre sabia o que dizer, que manipulava as palavras com maestria e convicção. Ela que era tão segura de si e do que queria, perdendo a voz por causa de um franguinho? Aquilo não poderia estar acontecendo de verdade! Gaguejando, desejou um feliz ano novo, com direito a todas aquelas vãs palavras que todos desejam nessa data e desligou. Tremia da cabeça aos pés, e seu coração parecia que estava saindo pela boca. Nesse momento ela teve a total certeza de que ficariam juntos e que ele era uma pessoa que ficaria marcada nela.
Passou o resto da noite tirando fotos e sozinha. Ouvia as risadas e vozes altas na sala, mas estava alheia a tudo que acontecia do outro lado daquela porta de vidro. Sentia uma vontade louca de nadar; de jogar-se na piscina, com roupa e tudo, mergulhar e deixar a água levar todos aqueles pensamentos para longe. A água estava tão quente, tão chamativa, mas ela resistiu à vontade e ficou apenas com os pés mergulhados. A cada vinte minutos que se passavam, ela saía da piscina e ia para o computador para ver se ele já tinha chegado em casa; sentia um frio na barriga enquanto procurava seu nome ali no meio de tantos nomes apagados, e chegava a doer cada vez que percebia que ele não estava ali.
Ela resolveu, então, acabar com todos aqueles pensamentos e ir dormir. Ansiosa por saber se ele estaria online no dia seguinte para conversarem...
Ciente do quanto representava para ele e afim de eternizar seu amor, resolveu escrever um romance. Um livro pequeno, simples, apenas para poder passar para o papel todo aquele sentimento e tudo o que já haviam passado juntos. Começou então a escrever...
Era o último dia do ano e ela via todos, na casa de sua amiga, correndo de um lado para o outro atrás dos preparativos para a festa de Reveillon, enquanto ela tentava achar algo para fazer. Por volta das 23 horas, os convidados começaram a chegar e a instalar-se na sala de estar. Ela foi então arrumar-se, apesar de não estar no mínimo clima para comemorações. Sua amiga estava brigada com o namorado desde o dia anterior e extremamente chateada; e ela só pensava em quando iria encontrar aquele menino metido de novo. Vestiu então sua roupa branca nova e maquiou-se, sempre pensando "para quê estou fazendo tudo isso? ele nem sequer está aqui...". Após convencer a amiga que ela deveria se arrumar, mesmo aquele ogro estando na sala esperando, foram as duas para a "festa". As horas arrastavam-se e ela só pensava em sair dali. Foi então que bateu a meia-noite e os fogos começaram no céu. Cada faísca colorida que cortava o céu era um aperto no seu peito; nunca se sentira tão sozinha. Naquele momento então, em meio aos abraços de "feliz ano novo", sua amiga e o namorado saíram da festa para conversar e se acertar. Ela só pensava nele, e na vontade que sentia de abraçá-lo e apertá-lo e poder dizer, olhando em seus olhos, que o novo ano seria maravilhoso; mas ele não estava lá, estava a kilômetros de distância e provavelmente, nem pensando nela. Lá estava ela, sozinha entre seus tios e as amigas de sua tia. Todos bebendo muita espumante e comendo frutas exóticas com algum tipo de significado para o Ano Novo.
(Antes de continuar, preciso abrir um parênteses para explicar como era o lugar onde estava acontecendo a festa.) A sala de estar era um amplo ambiente dividido em duas áreas. A primeira, quando se entrava na sala, tinha uma televisão à esquerda, um sofá de três lugares encostado na janela do lado oposto à porta e um sofá de dois lugares reclinável do lado direito (o qual depois foi palco para muitas lembranças). Logo após a entrada, à direita, tinha a escada que levava para o mezanino, onde havia uma mesa de sinuca, uns sofás e a sacada. Atrás do sofá reclinável ficava a área da churrasqueira, com uma mesa para oito pessoas. Nessa área, ficava a porta-janela, que ligava a sala à piscina. Esta porta estava aberta durante a festa, pois era uma noite agradávelmente fresca e o céu estava lindo.(agora voltando...)
Ela cansou de ficar ali naquela comemoração cínica e foi para a rua, sentar-se com os pés n'água. Pegou sem telefone celular e fez o que estava ansiosa para fazer desde que a noite começara: ligar para ele. Ao ouvir o telefone chamar, o coração dela já disparou! Pensou em desligar, o que estava fazendo? Isso era loucura! Ele não estava nem aí para ela! Mas a idéia de conquistá-lo, de fazê-lo correspondê-la a estimulou a ir em frente. Ele atendeu e ela perdeu a fala. Ela, que sempre sabia o que dizer, que manipulava as palavras com maestria e convicção. Ela que era tão segura de si e do que queria, perdendo a voz por causa de um franguinho? Aquilo não poderia estar acontecendo de verdade! Gaguejando, desejou um feliz ano novo, com direito a todas aquelas vãs palavras que todos desejam nessa data e desligou. Tremia da cabeça aos pés, e seu coração parecia que estava saindo pela boca. Nesse momento ela teve a total certeza de que ficariam juntos e que ele era uma pessoa que ficaria marcada nela.
Passou o resto da noite tirando fotos e sozinha. Ouvia as risadas e vozes altas na sala, mas estava alheia a tudo que acontecia do outro lado daquela porta de vidro. Sentia uma vontade louca de nadar; de jogar-se na piscina, com roupa e tudo, mergulhar e deixar a água levar todos aqueles pensamentos para longe. A água estava tão quente, tão chamativa, mas ela resistiu à vontade e ficou apenas com os pés mergulhados. A cada vinte minutos que se passavam, ela saía da piscina e ia para o computador para ver se ele já tinha chegado em casa; sentia um frio na barriga enquanto procurava seu nome ali no meio de tantos nomes apagados, e chegava a doer cada vez que percebia que ele não estava ali.
Ela resolveu, então, acabar com todos aqueles pensamentos e ir dormir. Ansiosa por saber se ele estaria online no dia seguinte para conversarem...
Mariana Gil
***
fim da parte 2... apartir de agora é que a história começa a andar...
não deixe de ler!! ;)
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fim da parte 2... apartir de agora é que a história começa a andar...
não deixe de ler!! ;)
1 comentário:
dããã frangooo
aqui tb da pra comentar!
uheueheuuh
ta ficando bem legal esse história ai!eu to sempre atualizando a página aqui pra saber o que vem depois!!!
uehueheuheueh
bjaaaaaaaaaaaaaaaao²²
te amooo²²
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